AV. ASSIS BRASIL, 8787, SARANDI, PORTO ALEGRE-RS | CENTRAL DE ATENDIMENTO 0800 51 8555 

Você está aqui

Senai e Embrapii ofertam recursos para projetos industriais

Indústria e Desenvolvimento

O Road Show Rio Grande do Sul: Recursos para Inovação na Indústria Gaúcha, realizado nesta quarta-feira (1º) foi marcado pela assinatura do projeto Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) que vai financiar a criação de um sistema de inspeção inteligente para garantir que o processo de fabricação das chapas de aço utilizadas na produção de peças automotivas esteja livre de falhas. O projeto de mais de R$ 2 milhões será desenvolvido pelo Instituto Senai de Inovação em Soluções Integradas em Metalmecânica (Unidade Embrapii – Sensoriamento), em parceria com a empresa Soluções Usiminas. O evento é promovido pela FIERGS, por meio do Conselho de Inovação e Tecnologia (Citec), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS) e Embrapii e será realizado novamente nesta quinta-feira (2) no  Instituto Senai de Tecnologia em Mecatrônica, em Caxias do Sul.

O diretor regional do Senai-RS, Carlos Trein, destaca que o Instituto Senai de Inovação em Soluções Integradas em Metalmecânica é agente Embrapii em Sensoriamento. “Esta é uma parte importante no âmbito da indústria 4.0. Estamos nos aperfeiçoando para levar este expertise às indústrias”, ressalta. O Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros também é unidade Embrapii. “São instrumentos de fomento à inovação disponíveis para a indústria gaúcha e brasileira, que pode colaborar para aumentar sua intensidade tecnológica e competitividade”, explica. “Nunca se falou tanto e nunca precisamos tanto de inovação e tecnologia. Temos estrutura e recursos disponíveis”, disse. 

O objetivo é apresentar a empresários os mecanismos possíveis de financiamentos inovadores e disponíveis no mercado brasileiro. “Temos 42 centros de pesquisa em todo o Brasil, sendo 11 institutos Senai, que negociam os projetos inovadores diretamente com as empresas”, explicou o presidente da Embrapii, Jorge Guimarães. Ele cita ainda a parceria de bancos que podem fazer empréstimos para custear sua parte no projeto. Ao compartilhar riscos de projetos com as empresas (por meio da divisão dos custos do projeto, um terço para cada um), estimula-se o setor industrial a inovar mais e com maior intensidade tecnológica para, assim, potencializar a força competitiva das empresas tanto no mercado interno como no mercado externo.

PROJETO
O projeto assinado entre o Senai e a Usiminas busca melhorar a produção com mais economia de recursos e de tempo e matéria-prima de qualidade. As chapas de aço podem apresentar microfuros, gramaturas inadequadas, abaulamentos e deformações geométricas não facilmente identificadas pelo olho humano, mas que podem inviabilizar a utilização na indústria automotiva. Na maioria das vezes, o erro só é identificado no momento final, na linha de montagem, após a chapa ter passado por todo processo fabril no qual lhe são agregados valor e molde de acordo com o veículo em que será colocada. “Além da matéria-prima, há perda de tempo e recursos utilizados na melhoria da chapa. O processo fabril, que é mecanizado e intercalado, precisa ser paralisado para que aquele veículo seja retirado da linha de produção e, todo o lote de chapa precisa ser inspecionado”, destaca Victor Gomes, gerente de operações do Instituto Senai de Inovação em Soluções Integradas em Metalmecânica. 

O sistema desenvolvido será inserido no final do processo de fabricação, momento em que a chapa será inspecionada para evitar falhas na produção. Além disso, ao encontrar um erro, o sistema também garante a rastreabilidade das falhas em toda a logística da cadeia (desde a laminação do aço até o momento de entrega do produto final), identificando se o erro é humano, de transporte ou de processo. “A coleta de informações permitirá utilizar técnicas de ciência de dados  para aprimorar todo o processo de fabricação das chapas, possibilitando aumento da competitividade, redução de custos operacionais, integração de sistemas, maior inteligência nos processos e até mesmo melhorar as relações com clientes e fornecedores. Tudo isso está diretamente ligado ao conceito da manufatura avançada (Indústria 4.0)”, afirma Gomes.


Crédito foto: Dudu Leal