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O inventário de emissões de carbono, tradicionalmente usado como diagnóstico, tem sido adotado como ferramenta para orientar decisões e reduzir impactos ambientais em organizações públicas e privadas. A mudança de abordagem reflete a crescente pressão por redução de emissões, em linha com compromissos globais como o Acordo de Paris. A abordagem foi destacada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS), integrante do Sistema FIERGS, durante palestra na BiotechFair 2026, nesta quinta-feira (19), ao apresentar como o mapeamento de fontes emissoras pode embasar políticas e ações mais eficientes. 

“O inventário é um olhar no retrovisor, a chave para um futuro mais sustentável. É como um pano de fundo para uma grande mudança”, explicou o especialista do Instituto Senai de Tecnologia em Química e Meio Ambiente (IST Q&MA) Luciano Souto. Na prática, o levantamento permite identificar as principais fontes de emissão, como consumo de energia elétrica, uso de veículos e geração de resíduos, e direcionar ações para redução desses impactos. Para Souto, o cenário ideal é que o setor público invista em mapeamentos em escala territorial, o que pode contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à redução das emissões de carbono.

Durante o painel, foi apresentado o trabalho desenvolvido pelo Senai-RS na sede do Ministério Público em Porto Alegre. Baseado no protocolo GHG, padrão global para contabilização e gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE), o inventário permite mensurar e acompanhar as emissões geradas pelas atividades, apoiando a definição de estratégias de redução. 

A lógica também pode ser aplicada em indústrias, especialmente diante da necessidade de adequação a normas ambientais e de aumento da competitividade. Segundo a gerente de operações do IST Q&MA, Jussânia Gnoatto, “as empresas têm buscado apoio tanto para atender exigências regulatórias quanto para melhorar processos produtivos, reduzir custos e diminuir a pegada de carbono, fator cada vez mais relevante para quem atua no mercado internacional”. Segundo a gerente, o inventário de emissões é uma das ferramentas utilizadas nesse processo, ao permitir que as empresas identifiquem suas principais fontes de impacto e adotem medidas mais eficientes de gestão ambiental. 

O Sistema FIERGS participa do evento também com um estande. No espaço, especialistas do IST Q&MA e do Instituto Senai de Tecnologia em Couro e Calçado (IST C&C) apresentam suas áreas de atuação e orientam empresas sobre soluções voltadas à otimização de processos, sustentabilidade e inovação industrial. 

Publicado quinta-feira, 19 de Março de 2026 - 16h16
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