O gerente da Divisão de Inovação e Tecnologia do Senai-RS, Victor Gomes, estimulou que os presentes refletissem sobre como ocorre a criação de novas tecnologias, exaltando a importância das deep techs na mudança da matriz econômica do Brasil. “A FIERGS, por meio do programa, não apenas apoia startups, mas também incentiva a colaboração entre universidades, centros de pesquisa e setor industrial, promovendo um ambiente de inovação que pode resultar em soluções impactantes para problemas reais do mercado”, disse.
O Base é o primeiro projeto voltado exclusivamente a esse tipo de startups no estado. Fugindo do convencional, as deep techs trabalham em cima de descobertas profundas, baseadas em ciência, para diversos segmentos, em especial o industrial. Por essa razão, seu processo de desenvolvimento tende a ser mais prolongado, mas com um grande potencial de resultado. “O cerne desse programa está na fronteira do conhecimento. Quem aderir pesquisará o futuro da indústria, coisas que ainda não existem. Então, também é sobre competência, mentes prontas para atuar em locais ainda não explorados”, afirmou a gerente de Redes de Inovação da Embrapii, Paula Nadai.
CIÊNCIA COM RESULTADOS CONSOLIDADOS
Durante o evento, o painel “Deep Tech: mais que um hype, uma revolução”, mediado pela jornalista do Grupo RBS, Giane Guerra, apresentou o caso da Falker. Inicialmente uma startup tradicional, a empresa de tecnologia, hoje consolidada, se tornou pioneira em deep tech para agricultura de precisão e digital, diagnóstico de compactação do solo, manejo da adubação e controle de irrigação. Com uma equipe multidisciplinar e capacidade tecnológica que vai do software ao hardware, o portfólio da organização foi construído com base em pesquisa e ciência, visando o desenvolvimento de soluções inéditas para a agroindústria. “Na inovação, não adianta procurar caminhos que já deram certo. Precisamos estar preparados para errar e criar os nossos próprios caminhos. Copiando, a inovação perde seu sentido”, contou Albuquerque.
Outra história de sucesso é a da porto-alegrense TideSat. Nascida na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a startup desenvolveu a própria tecnologia para oferecer uma gama de serviços de monitoramento do nível de corpos hídricos naturais e artificiais, como rios, lagos, oceanos, reservatórios, lagoas e pântanos, baseados em refletometria – método de medição executado através da reflexão das ondas nos satélites de navegação marítima. A empresa ganhou notoriedade ao acompanhar e comunicar com precisão o nível das águas do Lago Guaíba durante a enchente de 2024.




