Em 1995, a cidade de Igrejinha vivia um momento de intensa efervescência industrial. O setor calçadista crescia em ritmo acelerado, mas, para sustentar esse avanço, a região precisava de algo que ainda faltava: trabalhadores qualificados, capazes de acompanhar a velocidade das fábricas e fortalecer a competitividade das empresas no cenário nacional.
Foi nesse contexto que nasceu o Centro de Formação Profissional Senai Nelson Heidrich. Três décadas depois, a unidade que leva o nome de um dos grandes líderes da cadeia calçadista local celebra seus 30 anos como um símbolo de inovação.
Desde sua inauguração, o Senai Igrejinha tornou-se referência regional. Inicialmente especializado no setor de couro e calçados, o Centro expandiu sua atuação e hoje, também forma profissionais nas áreas de eletroeletrônica, automação, gestão, logística e tecnologia da informação, acompanhando as novas demandas da indústria gaúcha.
Mais de 38 mil alunos já passaram pelos laboratórios e salas de aula da escola, que hoje atende mais de 10 municípios. A estrutura acompanhou esse crescimento, da modernização dos espaços à construção de um novo pavilhão, que reforça o compromisso de oferecer ambientes alinhados às tecnologias da Indústria 4.0.
Ao longo de seus 30 anos, a instituição construiu um legado que vai além da formação técnica. Criou um ciclo de desenvolvimento que transforma vidas, com alunos que começaram no primeiro curso profissionalizante e se tornaram trabalhadores qualificados, líderes industriais, empreendedores e referências para novas gerações.
Atualmente, a unidade vai muito além dos cursos tradicionais. Atua diretamente com as empresas da região oferecendo soluções tecnológicas, consultorias, processos de inovação e programas de aprendizagem que conectam o aluno ao mercado desde o primeiro dia.
Esse caminho só foi possível graças a uma rede de parceiros, sindicatos e empresários que apoiaram a instituição ao longo das décadas. Entre eles está o empresário Renato Klein, figura essencial na história do Centro. Entusiasta da educação profissional e defensor da aprendizagem industrial, ele foi o responsável por mobilizar recursos para as primeiras máquinas do antigo prédio e por viabilizar a construção da nova escola. Renato faleceu em 23 de novembro, aos 79 anos, deixando um legado que segue vivo em cada profissional formado pela unidade.


