O diretor da indústria de joias e semijoias Auma, Márcio Carard, afirmou que divide os 23 anos de experiência da empresa no exterior em “antes e depois do ATA Carnet”. Antes, explicou ele, era preciso ficar três ou quatro dias esperando no hotel a liberação do mostruário para a participação em feiras ou exposições no exterior. Depois, o mostruário é liberado logo depois do desembarque e o representante da empresa ganha tempo para fazer negócios e cumprir a agenda com os clientes.
A indústria calçadista também ganhou muito com o ATA Carnet. De acordo com a coordenadora da Unidade de Promoção Comercial da Associação Brasileira da Indústria de Calçados, Letícia Masseli, graças ao documento, a participação das empresas do setor em feiras e exposições internacionais aumentou 54% em relação a 2016. E, com as amostras dos calçados à diposição dos compradores, o volume de negócios fechados durante os eventos se multiplicou por 12 e alcançou quase US$ 1 milhão. “Antes do ATA Carnet era difícil levar amostras para o exterior e, muitas vezes, as empresas dependiam só dos catálogos para vender nas feiras”, disse Letícia.
A reunião na sede da FIERGS e as visitas técnicas à fábrica de calçados Usaflex e à indústria de máquinas Percolore integram o Programa Conhecendo a Indústria, da CNI. Nesta edição, o objetivo é apresentar aos representantes de países da América Latina e do Caribe as vantagens de adesão às convenções internacionais de facilitação do comércio, como o Ata Carnet.
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Crédito fotos: Dudu Leal



