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Sistema FIERGS projeta agenda estratégica para 2026 em inovação e formação de talentos

O Sistema FIERGS realizou nesta quarta-feira (10), a 9ª reunião do Conselho de Inovação e Tecnologia (Citec), encontro que consolidou os resultados de 2025 e definiu diretrizes para a agenda de inovação, formação profissional e desenvolvimento industrial em 2026. A abertura foi conduzida por Marcus Coester, diretor e coordenador do conselho, que destacou o avanço da Jornada de Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), iniciativa que percorreu quatro cidades gaúchas (São Leopoldo, Porto Alegre, Passo Fundo e Caxias do Sul) e será concluída nacionalmente no próximo ano.

Coester anunciou que o Citec irá liderar a elaboração de um documento estratégico a ser enviado à CNI, reunindo as principais demandas do ecossistema de inovação do estado. Entre os pontos que devem compor o material estão atualizações legislativas, a revisão da Lei do Bem, o fortalecimento das deep techs e políticas de permanência e retorno de talentos. “O tema das deep techs precisa estar no centro desse documento”, afirmou o coordenador do conselho, ao destacar o risco de perda de profissionais altamente qualificados e a necessidade de um ambiente favorável à inovação no Brasil. 

A secretária estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Simone Stülp, também participou da reunião para fazer um balanço das ações de 2025 e apresentar a estratégia para 2026. Simone detalhou iniciativas como o programa Professor do Amanhã, que já conta com 1,5 mil estudantes em formação em áreas de alto déficit; e o RS Talentos Engenharias, criado para suprir necessidades específicas da indústria e que hoje reúne 400 alunos. A expansão prevista para 2026 fará com que o RS tenha 2 mil futuros professores e 600 futuros engenheiros em formação simultânea a partir de março. Ainda reforçou que a aproximação desses estudantes com o setor produtivo é estratégica para mantê-los no estado após a graduação.  

O debate sobre talentos foi aprofundado por Rafael Prikladnicki, diretor-presidente da Invest RS, que apresentou um panorama dos investimentos recentes e falou sobre os desafios estruturais relacionados à formação de capital humano no estado. Prikladnicki lembrou que um dos habilitadores do Plano de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul é justamente o capital humano, ao lado de inovação, ambientes de negócios, recursos naturais e infraestrutura. Ainda relatou que, ao contrário do cenário atual, o setor de tecnologia já viveu períodos de excesso de alunos e falta de oportunidades, e que hoje ocorre o inverso: a demanda por profissionais supera amplamente a oferta. “Não tem como esperar formar primeiro para depois atrair investimentos. Se fizermos isso, sempre ficaremos no mesmo ciclo, temos uma coisa, não temos a outra, e nada avança”, disse, destacando também que negociações para instalação de novos projetos no RS levam até dois anos, o que torna urgente a construção de mecanismos que garantam disponibilidade de profissionais qualificados. 

Publicado quinta-feira, 11 de Dezembro de 2025 - 12h12
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