PROJETO PILOTO
Como parte da qualificação profissional, o grupo Comil participou recentemente dos cursos de Leitura e Interpretação de Desenho e Metrologia, ministrados pelo instrutor do Senai, Ruben Eduardo Panta Romero. Para ele, a iniciativa vai além de suprir a demanda da indústria local, ao contribuir também para o desenvolvimento humano e educacional. “Reconhecendo as complexidades da migração e da transição cultural, essa oferta educacional se destaca como uma valiosa oportunidade de qualificação”, destacou.
A qualificação foi realizada na modalidade EaD, em espanhol, com encontros síncronos mensais. “As aulas foram totalmente ministradas em espanhol, com material de apoio traduzido e o ambiente virtual também adaptado para o idioma”, explica o instrutor. O curso tem validade nacional e vai além do reconhecimento pela empresa. “Trata-se de uma formação com caráter técnico e informativo, cujo certificado é válido em todo o território brasileiro, uma prática que poderia servir de exemplo a outros países desenvolvidos”, afirma.
Além da capacitação técnica, os migrantes já contam com o suporte do Sesi Acolhe, que oferece atendimentos psicossociais, como consultas médicas, apoio às famílias e ações de integração na comunidade local.
PRÓXIMAS AÇÕES
Para os próximos anos, o programa pretende ampliar significativamente o alcance do Indústria Acolhedora. Até 2027, a expectativa é impactar cerca de 2.400 migrantes, com ao menos 700 cadastros na plataforma OI – Oportunidades na Indústria, que conecta candidatos às vagas disponíveis no setor. Após o projeto-piloto em Erechim, novas etapas estão previstas para os municípios de Caxias do Sul, Passo Fundo e Vale do Taquari, consolidando a iniciativa como uma política efetiva de inclusão e desenvolvimento regional.



